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ALIMENTOS TRANSGÊNICOS- EXEMPLOS, BENEFÍCIOS


Os alimentos transgênicos são aqueles modificados geneticamente, através do uso de técnicas modernas de engenharia genética, adquirindo características de outros organismos, assim apresentando modificações que seriam impossíveis serem obtidas com técnicas de cruzamento tradicionais, como uma planta com gene de vaga-lume ou uma bactéria produtora de insulina humana.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre o processo da transgenia, se é possível mesmo realizar uma experiência que parece absurda, coisa de filme de ficção, mas as experiências com alimentos transgênicos iniciaram na década de 70, quando através da manipulação direta do DNA, foi obtido o primeiro organismo transgênico, uma batécria com um gene de resistência a antibiótico de outra bactéria.
Há várias técnicas para se obter um ser transgênico, cada experimento é baseado nas características do gene que se quer inserir, sua localização e outros aspectos mais minuciosos.

Um exemplo de como essas técnicas estão cada vez mais presentes na nossa realidade, é que hoje podemos comprar de empresas especializadas, pequenas estruturas de DNA que são usadas como transportadores de genes, chamadas plasmídios, que são construídos com genes de quatro ou cinco organismos diferentes e mais um pedaço sintetizado em laboratório.

No começo houve uma grande polêmica quanto ao uso dessas técnicas, afinal é algo que foge do natural, que é contra a ética. Mas logo notaram que essas técnicas tinham um grande potencial biotecnológico, capaz de proporcionar o melhoramento genético, assim auxiliando nas práticas agrícolas, para a obtenção de espécies melhoradas.

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A primeira planta transgênica foi criada em 1983, com a inserção do DNA de uma bactéria, mais tarde em 1992, devido ao avanço da técnica e a realização de testes foi obtido o primeiro tomate transgênico, que mais tarde foi comercializado nos Estados Unidos.

Há vários benefícios em torno dos alimentos transgênicos como maior resistência a pragas, maior teor protéico ou vitamínico, melhor adaptação a determinadas condições ambientais. Bons exemplos são os produtos de uso farmacêutico, como a produção de hormônios e outras proteínas humanas por bactérias ou que estão presentes no leite de animais. E outra vantagem é que esses produtos são baratos e seguros.
Porém como em tudo há riscos nas experiências com transgênicos também ocorreu na década de 80, quando fora fitos experimentos com o fator VIII de coagulação sanguínea produzido por baterias, evitando assim a sua obtenção a partir de sangue humano, porém essa prática resultou na extensa contaminação de hemofílicos pelo vírus da Aids. 
Assim um dos principais problemas com o risco que essas experiências trazem é sua incerteza, pois ao inserir genes de um ser para outro, não sabemos ao certo qual reação terá até que aconteça, isso é porque os cientistas não conhecem todas as características dos organismos que estão produzindo e seu efeito sobre a saúde de humanos e ao meio ambiente.


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ALIMENTOS ORGÂNICOS E INORGÂNICOS- EXEMPLOS


A natureza nos oferece uma grande variedade de alimentos naturais, a qual podemos desfrutar, eles são divididos em dois grupos que muitos já devem ter ouvido falar, alimentos orgânicos e inorgânicos, mas não sabem explicar exatamente o que são e como eles agem no nosso organismo. Pois para o nosso organismo realizar suas funções vitais como respirar, desenvolver, manter a circulação sanguínea e o bom funcionamento dos órgãos é necessária energia, a qual obtemos através dos alimentos incorporados e processados no nosso corpo.

As substâncias que existem na natureza são classificadas em orgânicas e inorgânicas. Os alimentos orgânicos são aqueles obtidos através de animais e vegetais como farinhas, carne, leite, açúcar e verduras. As substâncias orgânicas são formadas através de arranjos do elemento químico carbono, dessa forma todas as formas de vida que há no planeta Terra são formadas por esse elemento.

Essas substâncias orgânicas sintetizadas pelos seres vivos são as proteínas, lipídios e açúcares que se encontram nos tecidos. Nós consumimos alimentos orgânicos todos os dias, são eles que nos fornecem energia. Mas também é com as substâncias orgânicas que são fabricados xampus, sabonetes, cremes, óleos e loções.
Já os alimentos inorgânicos são os sais minerais, como o sal, e a água que também são essenciais para o nosso corpo, uma vez que eles colaboram na maioria das reações químicas que envolvem enzimas, como a transmissão do impulso nervoso para os músculos e também atuando como reguladores do balanço de água no organismo, entre outras funções.

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Os minerais estão envolvidos em todas as fases de funcionamento do corpo humano, sendo assim eles são extremamente importantes para o nosso desenvolvimento. Eles podem ser divididos em três grupos: macroelementos, microelementos e oligoelementos. Esses grupos se diferenciam quanto à medida, já que o primeiro é medido em grãos, o segundo em miligramas e o terceiro em microgramas.

Os macroelementos são o sódio, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, cloro e enxofre; os microelementos são o ferro, flúor, iodo, manganês, cobalto, cobre e zinco e os oligoelementos são o silício, níquel, cromo, lítio, molibdênio e selênio.

Os alimentos inorgânicos mais conhecidos é o sal de cozinha que está presente na maioria das refeições diárias, contribuindo para a manutenção da saúde, mas deve ser consumido com moderação e a água que é essencial para a nossa vida, pois está presente em todas as células do nosso corpo, alimentos, animais e vegetais. Outros alimentos inorgânicos estão presentes na composição de alimentos orgânicos como vegetais e animais, como o potássio (presente na batata), ferro, cálcio (presente no leite), entre outros.
É importante que comamos tanto alimentos orgânicos quanto inorgânicos, pois ambos são essenciais para o nosso organismo, assim possuindo uma alimentação variada estaremos cuidando da nossa saúde e aproveitando o que a natureza nos oferece.


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TEORIA DE DARWIN- RESUMO


Charles Robert Darwin nasceu em 1809 na Inglaterra, ele era um naturalista que ficou muito famoso ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução, através de sua teoria que explicava como ela se dá por meio da seleção natural e sexual. Seu feito foi tão surpreendente que ficou conhecido até hoje, pois a partir dessa teoria muitos estudos e outras teorias surgiram, e hoje ela é usada para explicar diversos fenômenos na Biologia.

Darwin começou a se interessar por história natural enquanto cursava o curso de Medicina, como era desejo de seu pai Robert Darwin que era médico, mas ao contrário de seu pai Darwin não gostou de medicina. Ele sempre se interessou pela história natural, colecionava insetos, ovos de pássaros, entre outras coisas, então ele começou a estudar taxidermia e com o passar dos anos fez diversos cursos, todos ligados à área de história natural.
Depois convencido por seu pai começou a cursar Teologia, para se tornar um clérigo, cargo que antes era muito bem conceituado na sociedade. E através disso convidado por amigos foi fez sua primeira viagem científica a bordo do brigue HMS Beagle, onde ficou 5 anos, e através de suas descobertas que começou a desenvolver sua teoria, seus escritos lhe atribuíram a fama como escritor.

Através de seus estudos ele tomou conhecimento sobre a diversificação das espécies, assim desenvolvendo sua teoria da Seleção Natural. Mas temendo que fosse severamente punido, assim como outros antes dele haviam sido, ele somente confiou as teorias para amigos próximos e continuou suas pesquisas tentado antecipar possíveis objeções.

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Porém ao saber que Alfred Russel Wallace havia desenvolvido uma idéia semelhante a sua, forçou a publicação conjunta das teorias. Em seu livro A Origem das Espécies, Darwin introduziu a idéia de evolução a partir de um ancestral comum, através da seleção natural.

Segundo o naturalista os organismos mais bem adaptados teriam maiores chances de sobrevivência que os menos adaptados ao meio, portanto os mais bem adaptados seriam selecionados para aquele ambiente. E sua teoria se aprofundava ainda mais dizendo que os indivíduos da mesma espécie apresentam variações em todas as suas características, sendo assim idênticos entre si, também que todo o organismo tem grande capacidade de reprodução, assim produzindo muitos descendentes, mas que apenas alguns chegam à idade adulta.
Ele afirmava também que o número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações, dessa maneira há uma grande "luta" pela vida entre os descendentes, por isso que poucos atingem a maturidade, e assim o número se mantém constante. E nessa "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis às condições do ambiente, ou seja os mais bem adaptados tem maiores chances de sobreviver que os organismos com variações menos favoráveis.

Assim os organismos com variações mais favoráveis têm maiores chances de deixar descendentes, e com a transmissão de caracteres de pais para filhos, estes também apresentação as mesmas variações. Concluindo a teoria de Darwim, ao longo das gerações, a seleção natural melhora o grau de adaptação dos indivíduos ao meio.


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SISTEMA LINFÁTICO HUMANO- RESUMO


O sistema linfático é o sistema formado por uma complexa rede de órgãos linfóides, linfonodos, ductos linfáticos, tecidos linfáticos, capilares linfáticos e vasos linfáticos que produzem e transportam o fluido linfático existentes nos tecidos para o sistema circulatório.

O sistema linfático é responsável pela remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais, absorve ácidos graxos, transporta gordura para o sistema circulatório e produz células importantes para o sistema imunológico como linfócitos, monócitos e plasmócitos (células que produzem anticorpos). 
Assim ele é extremamente importante para a proteção do organismo contra microorganismos invasores.
A linfa é um fluido amarelado ou transparente formada em sua maior parte por linfócitos que e se encontram nos tecidos. Ela é drenada pelos capilares linfáticos que existem entre as células. Estes se ligam, formando vasos maiores (vasos linfáticos) até chegarem às veias que chegam ao coração. Os capilares linfáticos existem em maior quantidade na derme da pele.

Os vasos linfáticos são os vasos que conduzem os linfonodos dos capilares linfáticos para a corrente sanguínea. Os vasos linfáticos são divididos em dois tipos: vasos linfáticos superficiais e vasos linfáticos profundos. Os superficiais são localizados sob a pele e acompanham as veias superficiais. Os profundos se encontram em menor número, porém eles são maiores que os superficiais e acompanham os vasos sanguíneos profundos.

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Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos perfurados por canais distribuídos por diversos pontos da rede linfática. A linfa circula no interior desses linfonodos em seu caminho para o coração e neles ela é filtrada. Os linfócitos existentes nos linfonodos têm a função de fagocitar vírus, bactérias e resíduos celulares.

Por isso os linfonodos são muito importantes, eles são considerados órgãos de defesa do nosso organismo e tem como função produzir anticorpos. Quando microorganismos invadem o nosso organismo, os glóbulos brancos dos linfonodos começam a se multiplicar para combater os invasores, por essa razão eles se incham, formando as ínguas.

O baço é o maior órgão do sistema linfático e tem função hematopoética até o último mês de vida fetal e função hemolítico-fisiológica. Ele é influi na composição do sangue e é responsável por irrigar o nosso corpo, assim controlando a quantidade de sangue nas nossas veias e artérias. O baço também produz glóbulos brancos e se caso sofrermos algum corte ou hemorragia, ele bombeia rapidamente mais líquido para o aparelho circulatório, assim restabelecendo o equilíbrio. 

Mas quando ocorre a ruptura do baço, causa uma hemorragia intraperitonial intensa e choque, o que pode levar à morte, por isso nesses casos é recomendada manutenção do órgão ou a retirada dele, quando o sangramento não cessa. Porém sem ele o organismo se torna mais suscetível à infecções de bactérias capsuladas.

Saiba mais sobre o Câncer no Sistema Linfático- Linfoma:


As amígdalas ou tosila palatina também faz parte do sistema linfático, ela se localiza em ambos os lados da garganta e é rica em linfócitos, assim sua função também é a defesa do organismo, produzindo anticorpos.


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SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO- RESUMO


O sistema digestório é o sistema que tem a função de absorver os nutrientes contidos nos alimentos que ingerimos. Esses nutrientes são essenciais para diversas funções do nosso organismo como crescimento, energia, reprodução e locomoção.

O nosso sistema digestório é composto por órgãos que realizam a digestão dos alimentos. Os órgãos que compões esse sistema são: a boca, a faringe, o esôfago, o estômago, o intestino delgado, o intestino grosso, reto e ânus.

A faringe é o primeiro órgão que tem contato com o alimento ingerido, se trata de um canal músculo membranoso que é comum também ao sistema respiratório, pois ele se comunica tanto com a boca quanto pelas fossas nasais. A função da faringe é passar os alimentos ingeridos para o esôfago.
O esôfago é um canal muscular que se inicia na faringe e vai até o estômago. Esse canal é responsável por empurrar o bolo alimentar para o estômago através de movimentos peristálticos (contrações).

O estômago liga o esôfago ao intestino delgado, ele tem como função a decomposição dos alimentos, através de movimentos peristálticos e pela sua acidez. Ele tem a capacidade de guardar quase 1,5 litro de comida, por causa de um músculo circular existente na sua parte inferior.


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O intestino delgado é dividido em três partes: duodeno, jejuno e íleo. O duodeno por sua vez é dividido em quatro partes em forma de C, dentro dele o suco pancreático e a secreção biliar agem juntos na digestão. O jejuno é a continuação do duodeno, ele sempre é aberto e se apresenta vazio, sua função é iniciar a absorção dos nutrientes. O íleo, último segmento do intestino delgado é mais estreito e suas túnicas são mais finas e possuem menos vascularização que o jejuno.

O intestino grosso tem a função de absorver tanto a água ingerida quanto a vinda de secreções digestivas. Suas glândulas também secretam muco, lubrificando as fezes, assim facilitando o seu transporte e eliminação através do ânus. Além disso, há glândulas que produzem sucos digestivos ricos em enzimas e outras substâncias que ajudam a dissolver os alimentos. O intestino grosso também é dividido em quatro partes: o ceco, cólon, apêndice e reto.

O ceco se liga ao íleo, e nessa junção há uma válvula chamada de ileocecal, a qual sua função é impedir o refluxo do material vindo do intestino delgado. O cólon se prolonga do ceco até o ânus. O apêndice é uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego.

O reto é a parte final do tubo digestivo, terminando no canal anal, ele possui três pregas em seu interior e é bem vascularizado.

E por fim o ânus tem como função controlar a saída das fezes.


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IMAGEM DO ANO 2011


Uma imagem que encontrei no Facebook de um usuário americano. Pelo que li na descrição, esta imagem devia ser a imagem do Ano de 2011 ou mesmo da década.

Trata-se da ligação entre um cirurgião e o seu paciente, neste caso, um bebê ainda por nascer... Este bebê sofria de uma doença chamada Espinha Bífida e, caso fosse retirado do utero da mãe, ele morreria.

Este cirurgião é um dos poucos que tem a capacidade de operar o feto ainda no utero da mãe. A operação foi um sucesso e, quando o cirurgião se preparava para fechar a pequena incisão que tinha feito para alcançar o bebê, este esticou a mão (já perfeitamente formada) e agarrou um dos dedos do cirurgião, como se estivesse agradecendo pela "vida" que o cirurgião tinha acabado de lhe dar.

Nas palavras do cirurgião: "foi o momento mais emocionante da minha vida".

Pelo que percebi, a imagem apenas saiu num artigo de um jornal secundário americano..... E agora aqui no Blog DCH!!!


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DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS


Os protozoários são seres microscópicos que se encontram num reino próprio, o Reino Protista, devido a ser muito diferente de bactérias e fungos que também tem um reino próprio, sua classificação é feita com base nas estruturas de locomoção que eles apresentam. Todos os protozoários são seres eucariontes, a maioria são heterótrofos e comem diversos alimentos embora alguns sejam autótrofos, assim produzindo clorofila e com ela realizando a fotossíntese então conseguindo produzir seus próprios alimentos.

A maioria desses seres é de vida livre e aquática podendo ser encontrados na água doce, salobra ou água salgada, mas também podem ser encontrados em lugares úmidos rastejando pelo solo ou sobre matéria orgânica em decomposição. No entanto algumas espécies são parasitas de organismos vivos, assim eles passam a maior parte da vida parasitando diversas espécies de seres vivos e dessa forma lhes causando muitas doenças.

Principais Doenças Causadas por Protozoários:


Nós humanos somos hospedeiros definitivos de muitos protozoários parasitas. Uma das doenças causadas por protozoários é a amebíase, ela é causada pela Entamoeba histolytica. Essa espécie pode estar presente no nosso organismo sem causar a doença, mas em grandes quantidades ela afeta o nosso organismo. A forma de contaminação se dá via ingestão de seus cistos, sendo mais comum em regiões onde as condições de saneamento básico são precárias. Uma vez dentro do nosso corpo o período de incubação do cisto varia entre 2 a 4 semanas. Essa doença se caracteriza pela manifestação de diarréias e, em casos mais graves, comprometimento de órgãos e tecidos.

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Outra doença muito conhecida é a doença de Chagas, que é causada pelo protozoário Tripanosoma cruzi. Essa doença é chamada assim em homenagem a Carlos Chagas que foi quem a descreveu pela primeira vez. Essa doença é transmitida principalmente pelo inseto barbeiro. Este animal de hábito noturno se alimenta, exclusivamente, do sangue de animais vertebrados. Ao sugar o sangue de um animal contaminado com a doença, o barbeiro passa a carregar consigo o protozoário, e ao se alimentar novamente, mas em uma pessoa saudável, geralmente na região do rosto, ele pode transmitir a ela o parasita. Este parasita passa a viver no sangue, depois nas fibras musculares, principalmente nas da região do coração, intestino e esôfago. Outra forma de transmitir a doença é através da transfusão de sangue contaminado e transmissão de mãe para filho, durante a gravidez, também pela infecção oral, pois já ocorreu casos de pessoas adquiriram a doença ao ingerirem caldo de cana ou açaí moído contendo, acidentalmente o inseto.

Os principais sintomas dessa doença são febre, mal-estar, falta de apetite, dor ganglionar, inchaço ocular e aumento do fígado e baço. Em casos mais graves, a doença de Chagas pode destruir a musculatura dos órgãos atingidos, principalmente a do coração e do cérebro, provocando o aumento destes, de forma irreversível.

Além dessas doenças há outras como a toxoplasmose, a malária, a giardíase, a doença do sono, entre outras, em que é necessário ter o máximo cuidado.


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OS ARTRÓPODES- CARACTERÍSTICAS



Os artrópodes são animais invertebrados que têm como característica principal a presença de membros rígidos e articulados e vários pares de pernas. Esse grupo é o que constitui o maior numero de espécies, sendo assim enorme sua biodiversidade. Os animais que compõem esse grupo são os insetos, aranhas, caranguejos, centopéias, embuás, entre muitos outros. Juntos eles somam mais de um milhão de espécies descritas que vão desde formas microscópicas de plâncton com menos de ¼ de milímetro até crustáceos com mais de 3 metros de espessura.

Os artrópodes habitam praticamente todo tipo de ambiente: aquático, terrestre e representam os únicos invertebrados voadores.

Esses animais possuem os apêndices articulados, o corpo segmentado que é envolvido em um exoesqueleto de quitina. Os apêndices são especializados para a alimentação, percepção sensorial, defesa e locomoção. Apesar de serem segmentados, os artrópodes não possuem uma segmentação visível como a dos anelídeos (minhoca), isso porque seus segmentos diferenciam-se durante o desenvolvimento, alguns deles fundindo-se resultando na formação de tagmas. Nos insetos se formam três tagmas: cabeça, tórax e abdômen. Nos quilópodes (centopéia) e diplópodes (embuá) o tórax e o abdômen se unem formando o tronco. Em certos grupos de crustáceos a cabeça e tórax se unem formando o cefaltórax.

Como o exoesqueleto dos artrópodes não acompanha o crescimento deles, esses animais têm que se desfazer dele e formar um novo em um processo, chamado ecdise. O tempo e a quantidade de trocas do exoesqueleto variam de acordo com cada espécie.

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Muitos grupos de artrópodes respiram através de um sistema de tranquéias (túbulos que se abrem para fora do corpo através de poros que se estendem por todo o corpo, assim promovendo a troca de gases). Nos aracnídeos também existe as filotraquéias (pulmões foliáceos), os crustáceos respiram através de brânquias e os insetos aquáticos têm brânquias ligadas ao sistema de traquéias. O sistema circulatório dos artrópodes é formado por uma bateria de corações que se encontram espalhados ao longo do corpo e bombeiam a hemolinfa (o sangue desses animais que geralmente contém hemocianina que é baseada em cobre) que se encontra banhando os tecidos.

O sistema nervoso dos artrópodes é formado pela fusão de gânglios cerebróides e têm três regiões distintas: o protocérebro, o deuterocérebro e o triocérebro. Os artrópodes geralmente são dióicos, ou seja, há animais do sexo masculino e feminino, com fecundação interna. Os artrópodes em sua maioria são ovíparos.

Os insetos são o grupo de animais mais diversificado do planeta. Há aproximadamente 800 mil espécies descritas, número maior do que todos os grupos de animais juntos. Eles podem ser encontrados em quase todos os ecossistemas da Terra, mas somente um pequeno número de espécies se adaptou à vida nos oceanos. Os insetos têm o corpo divido em três partes: cabeça, tórax e abdômen. Possuem três pares de patas articuladas, olhos compostos e duas antenas. Borboleta, gafanhoto, louva-a-deus, formiga, barata, são alguns exemplos dos animais pertencentes a esse grupo.

Há mais de 60.000 espécies de aracnídeos. A maioria das espécies de aracnídeos é terrestre, seu nome se deve às aranhas serem os primeiros animais a pertencerem esse grupo. Eles possuem quatro pares de patas inseridas no cefalotórax, possui um par de apêndices modificados em quelícera, um par de pedipalpos que variam de forma e função dependendo da espécie, não apresentam antenas e abdômen. Aranha, escorpião, carrapato, ácaros e opiliões são exemplos de animais que pertencem a esse grupo.

Existe uma grande diversidade de crustáceos, aproximadamente 50.000 espécies descritas. Em sua maioria, os crustáceos são marinhos, mas também há crustáceos de água doce e terrestres. Eles podem ser encontrados em quase todos os ambientes do planeta, desde fossas abissais dos oceanos até glaciares e lagoas temporárias dos desertos. Lagostas, camarões, cracas, siris e caranguejos são exemplos de animais que pertencem a esse grupo. O exoesqueleto desses animais, geralmente é mais forte que dos outros artrópodes.

Os quilópodes são animais que se locomovem rapidamente, são carnívoros e não se enrolam. Eles apresentam ente 15 e 191 pares de pernas dependendo da espécie e tamanho. A maioria dos animais desse grupo utiliza essas pernas para mergulhar na terra e tampam o buraco que fazem na terra sempre ao passar como forma de defesa. As centopéias e lacraias são os animais que pertencem a esse grupo.

Os diplópodes são animais herbívoros e detritívoros. Como forma de defesa, eles enrolam-se quando se sentem ameaçados, fingindo-se de mortos. Em outras situações eles eliminam substâncias repelentes que afastam os predadores. O corpo deles é dividido somente em cabeça, pequeno tórax e um longo abdômen segmentado. O embuá, piolho-de-cobra e gongolos são animais pertencentes a esse grupo.


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PLATELMINTOS E NEMATELMINTOS



Os platelmintos são vermes achatados dorsoventralmente. Nesses animais os sistemas circulatório e respiratório se encontram ausentes, devido a sua forma achatada e por serem triblásticos acelomados (onde o espaço entre a endoderme e a ecotderme é totalmente preenchido por um tecido originado da mesoderme). Além disso, por causa de sua forma achatada suas células têm que ficar próximas ao meio externo para respirar e próximas ao intestino para obterem nutrientes.

O corpo desses vermes é constituído por três camadas: epiderme uniestratificada, duas camadas musculares, sendo a primeira formada por músculos circulares e a segunda por músculos longitudinais. O conjunto desses músculos denomina-se tubo músculo-dermático que é atua na proteção, locomoção e como esqueleto.

Os platelmintos de vida livre apresentam cílios que os auxiliam na locomoção. Nos parasitas há a cutícula que envolve o tubo músculo-dermático, assim dando-lhe resistência contra a ação dos sucos digestivos do hospedeiro.

Eles podem habitar na água doce, no mar e alguns são parasitas de outros animais. Como seu sistema digestório é incompleto ou ausente, a excreção é feita por células-flama que eliminam as excretas para a superfície do corpo. Eles secretam amônia.

O sistema nervoso central é formado por um anel nervoso, ligado a cordões longitudinais ou por um par de gânglios cerebróides dos quase partem os filetes nervosos laterais que percorrem todo o corpo. Os platelmintos são hermafroditas e alguns podem se reproduzir por partenogênese. A planária e a taenia são exemplos de platelmintos.

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Os nematelmintos ao contrário dos platelmintos possuem o tubo digestório completo, com boca e ânus e são vermes cilíndricos. Mas assim como nos platelmintos os sistemas circulatório e respiratório estão ausentes. São animais triblásticos, protostômios, pseudocelomados. Eles têm o corpo cilíndrico, alongado e não segmentado, o sistema excretor composto por dois canais longitudinais. Seus músculos são exclusivamente longitudinais, dispostos no sentido do comprimento do corpo. Isso faz com que a sua capacidade de locomoção seja mais limitada que a dos platelmintos. 

Os músculos são ativados pelas cadeias nervosas, que se encontram ao longo de todo o corpo do animal, uma na região ventral e outra na dorsal. Ao contrário de outros animais, em que os nervos se ramificam para os músculos, nos nematelmintos são os músculos que se ramificam para atingirem os cordões nervosos. Estes cordões ligam-se a um anel à volta da faringe e possuem vários gânglios adicionais perto da extremidade anterior, mas sem formar um verdadeiro cérebro. Nessa região encontram-se órgãos sensoriais reduzidos.

Há uma grande diversidade de espécies de nematelmintos, podendo-se encontrá-los em todos os habitats, seja terrestre, marinho, de água doce ou mesmo parasitando outro organismo. Eles chegam a ser mais numerosos que os outros animais, tanto em número de espécies, como de indivíduos. Algumas espécies são microscópicas, enquanto uma espécie parasita da baleia cachalote pode atingir 13 metros de comprimento.

Geralmente esses animais são dióicos, ou seja, há diferenciação entre macho e fêmea e realizam fecundação interna. O macho na maioria das vezes é menor do que a fêmea e sua extremidade posterior possui a forma de gancho. Os platelmintos são envolvidos por uma fina e delicada película protetora, que é bem lisa e resistente.

Na boca desses animais, podem ser encontradas placas cortantes semelhantes a dentes, as quais os nematelmintos usam para perfurar os tecidos de outros seres vivos. Mesmo os de vida livre são carnívoros e se alimentam de pequenos animais ou organismos em decomposição. Já os parasitas intestinais recebem o alimento parcialmente digerido pelo hospedeiro.

Como não possuem órgãos respiratórios as trocas gasosas são realizadas na superfície corporal, através da difusão. Os nematelmintos de vida livre são aeróbicos e obtêm o oxigênio no meio onde vivem. Já os parasitas são geralmente anaeróbicos e fazem fermentação, assim não necessitam oxigênio e a maioria não elimina gás carbônico, porque realizam a fermentação láctica, que não libera esse gás.


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Angiospermas e Gimnospermas- Reprodução, Exemplos



As Angiospermas são as plantas mais desenvolvidas do Reino Plantae, havendo aproximadamente 230 mil espécies. São plantas espermatófitas cujas sementes são protegidas pelos frutos. Elas podem ser divididas em dois grupos: monocotiledôneas e dicotiledôneas.

As monocotiledôneas têm raízes fasciculadas, folhas com nervuras paralelas, sementes com um cotilédone (primeira folha que surge dos embriões das espermatófitas, irrompendo durante a germinação das semente) que é responsável pela subsistência deste ser vivo, já que contribui com suas reservas de nutrientes para alimentar a planta em desenvolvimento, enquanto esta não pode ainda produzir nutrientes suficientes através da fotossíntese. Também possuem flores trímeras, seu ciclo de vida é curto, devido a sua raiz ser pequena e apresentam crescimento primário. As plantas pertencentes a esse grupo são: gramíneas, arroz, milho, cereais, centeio, trigo, aveia, cana, palmeiras, entre outros.

As dicotiledôneas ao contrário das monocotiledôneas têm raiz axial que permite atingir maiores profundidades, possuem folhas com nervuras geralmente reticuladas, flores tetrâmeras ou pentâmeras, dois cotilédones, seu ciclo de vida é longo, apresentam crescimento secundário e podem apresentar caule lenhoso. O amendoim, feijão, soja, lentilha, ervilha, ipê, jacarandá, roseira, paineira, entre outros, são plantas que pertencem a esse grupo.

As angiospermas são um grupo bem variado, podendo ser árvores, ervas e arbustos. Elas são capazes de produzir pólen para a fecundação, esta que é através de um tubo polínico. Possui flor composta por ovário, estilete e estigma, e as flores podem apresentar tanto somente a parte masculina ou feminina quanto ambas em uma única flor.

As gimnospermas são encontradas em sua maior parte no hemisfério norte, em países de clima temperado, não sendo muito comuns em países de clima predominantemente tropical como o Brasil. Entretanto, a araucária é nativa no Brasil e compõe um ecossistema característico do sul do país, a Mata de Araucárias. A araucária produz os pinhões, que servem de alimento a papagaios e outros animais na natureza, além de ser comida típica das festas juninas. No entanto, atualmente esta é uma espécie ameaçada de extinção.

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As gimnospermas são plantas vasculares que apresentam frutos carnosos (sem polpa) cujas sementes não se encontram dentro do fruto, ao contrário das angiospermas. Elas possuem raiz, caule, folhas, estróbilos e sementes, não apresentam frutos como as angiospermas. Podem existir plantas que são femininas e masculinas ao mesmo tempo (monóicas) como as que têm sexos separados (dióicas), apresentam vasos condutores, suas sementes são nuas, são plantas traqueófitas, devido ao fato de possuírem vasos condutores do tipo xilema e floema. Algumas espécies coníferas produzem resina que as protege do ataque de insetos e fungos. Todas as gimnospérmicas são terrestres, e embora apresentem tamanhos variados são sempre árvores ou arbustos.

Suas flores resistentes (estróbilos) são pilhas de folhas (esporófilos) em forma de unicornios (pinhas), produtoras de esporos. Os esmaltes, ou escamas masculinas, formam os micrósporos, que sofre inúmeras meioses até gerar o pólen. A folha fértil feminina denomina-se megasporófilo e forma o megásporo, que sofre inúmeras meioses até formar o óvulo, que contém duas oosferas. Nas gimnospermas geralmente o pólen é transportado pelo vento, mas em casos raros são transportados por insetos e pássaros. Quando atinge as escamas dos estróbilos femininos, ocorre a fecundação, dando origem a uma semente (pinhão) com um embrião e um endosperma.
Reprodução Gimnospermas

Na maioria das espécies, as estruturas masculinas e as femininas coexistem na mesma planta, mas em lugares iguais. As masculinas ficam mais próximas ao solo, e as femininas mais acima, para evitar a auto-fecundação, assim possibilitando melhor variabilidade genética. Os gametas masculinos são flagelados permitindo uma maior mobilidade e uma menor dependência de água para a reprodução. O ciclo de vida das Gimnospérmicas é haplodiplonte. Contudo, a fase gametofítica atinge o máximo de redução, não se verificando a alternância típica de geração, pois não se formam indivíduos haplóides bem caracterizados como as plantas. Pertencem a este grupo vegetal as sequóias, as coníferas como os pinheiros, e também as araucárias, entre outras.


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SISTEMA DIGESTIVO HUMANO



O sistema digestivo ou digestório é o sistema que é responsável por absorver os nutrientes dos alimentos ingeridos, necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção.

O sistema digestivo é formado por um conjunto de órgãos que têm por função a realização da digestão. A mucosa desse sistema apresenta milhões de vilosidades (pequenas dobras que aumentam a superfície de absorção intestinal). Essas dobras são formadas por pequenas células do epitélio intestinal, que apresentam microvilosidades (dobrinhas microscópicas). Os componentes desse sistema são: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.

A faringe é um canal músculo membranoso que é comum aos sistemas digestivo e respiratório, pois esse canal se comunica com a boca e com as fossas nasais. Ele se estende da base do crânio à borda interior da cartilagem cricóide, continuando pelo esôfago. Na faringe passam os alimentos ingeridos em direção ao esôfago.

O esôfago é um canal muscular que se estende da faringe ao estômago. Ele é a parte mais estreita do sistema digestivo, atravessando a parte inferior do pescoço, a cavidade torácica, o diafragma e a parte superior da cavidade abdominal. Esse canal empurra o bolo alimentar para o estômago através de contrações (movimentos peristálticos), que também são realizadas pelo estômago e intestino.

O estômago é órgão muscular que liga o esôfago ao intestino delgado. Ele se localiza no lado esquerdo abaixo do abdômen. Ele é responsável pela decomposição dos alimentos. O estômago é capaz de guardas quase um litro e meio de comida, devido a um músculo circular que existe em sua parte inferior.
O intestino delgado é a parte do tubo digestivo que vai desde o estômago até ao intestino grosso. Ele é dividido em três partes: duodeno (perto do estômago), jejuno (parte central) e íleo (próximo ao intestino grosso).

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O duodeno é dividido em quatro partes com a forma de C. Nele o suco pancreático e a secreção biliar agem na digestão atacando a quimo e a transformando em quilo. Ele também apresenta glândulas que secretam muco nas paredes do intestino delgado, chamadas de glândulas de Brunner.
O jejuno é a continuação do duodeno, ele sempre é aberto e se apresenta vazio. Sua função é começar a absorção de nutrientes.

O íleo é o último segmento do intestino delgado, ele faz continuação ao jejuno. Ele é mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.

O intestino grosso é o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a água vinda das secreções digestivas. As glândulas da mucosa do intestino grosso também secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu transporte e eliminação através do ânus. Ele é dividido em quatro partes: ceco, cólon, apêndice e o reto.

O ceco é a parte inicial do intestino grosso, é o segmento de maior calibre que se liga ao íleo. Existe uma válvula encontrada na junção do íleo como ceco chamado de válvula ileocecal, que impede o refluxo do material vindo do intestino delgado.

O cólon é a região intermediária do intestino grosso, ele se prolonga do ceco até o ânus.
O apêndice é uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego.

O sigmóide é a parte do intestino grosso que liga a porção transversal dele com o reto.
O reto é a parte final do tubo digestivo, terminando no canal anal. Ele costuma apresentar três pregas em seu interior e é uma região bem vascularizada.

O ânus controla a saída das fezes, é localizado na extremidade do intestino grosso.
Também estão associadas ao intestino grosso glândulas que produzem sucos digestivos ricos em enzimas e outras substâncias que ajudam a dissolver os alimentos. O fígado também tem uma grande participação na digestão, ele produz bílis que ajuda a quebrar a gordura em gotas de pequena dimensão, assim facilitando a digestão.


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SISTEMA ENDÓCRINO- RESUMO



O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas, as quais tem como característica a produção de secreções, chamadas de hormônios. As glândulas endócrinas lançam os hormônios diretamente na corrente sanguínea, por onde eles atingem todas as células do corpo.

O sistema endócrino, geralmente interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores eficazes. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Assim os dois juntos atuam na coordenação e regulação das funções corporais.

Os principais órgãos que formam o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tiróide, as supra-renais, o pâncreas, as gônadas (os ovários nas mulheres e os testículos nos homens) e o tecido adiposo.
A hipófise é uma glândula que produz numerosos e importantes hormônios, ela se encontra em uma cavidade óssea localizada na base do cérebro, que se liga ao hipotálamo através do pedículo hipofisário. 

Grande parte das funções da hipófise é regulada pelo hipotálamo. A hipófise é dividida em duas partes: adenoipófise e neruroipófise. A adenoipófise tem origem através de células epiteliais, enquanto a neuroipófise tem origem nervosa. A hipófise tem como função a regulação da atividade de outras glândulas e de várias funções do organismo como o crescimento e secreção do leite através das mamas.
O hipotálamo é uma região do encéfalo que liga o sistema nervoso ao sistema endócrino, através da síntese da secreção de neuro-hormônios. O hipotálamo auxilia o organismo a se ajustar às variações externas, controlando a temperatura corporal, o apetite, o balanço da água no corpo, além de ser o principal centro da expressão emocional e do comportamento sexual. Ele também faz a integração entre os sistemas nervoso e endócrino, assim ativando diversas glândulas produtoras de hormônios. A hipófise e o hipotálamo são responsáveis por controlar todo o funcionamento do organismo direta ou indiretamente atuando sobre diversas glândulas.

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A tireóide é uma das maiores glândulas endócrinas do nosso organismo. Ela apresenta dois lobos que ficam localizados no pescoço e produz hormônios, especialmente tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que são responsáveis por regular o metabolismo e afetam o aumento e a taxa funcional de muitos outros sistemas do corpo. Além desses hormônios a tireóide também produz o hormônio calcitonina que tem um importante papel na homeostase do cálcio.

A glândula suprarenal é possui um formato triangular, envolvida por uma cápsula fibrosa, localizada acima do rim. Sua principal função é converter as proteínas e gorduras em glicose, assim diminuindo a captação de glicose pelas células, aumentando a utilização de gorduras. Essa glândula também realiza a síntese e libera os hormonas corticosteróides (atua no equilíbrio de íons e água e no metabolismo) e as catecolaminas (compostos químicos que podem ser liberados em situações de stress) como o cortisol e a adrenalina.

O pâncreas é uma glândula do sistema digestivo e endócrino. Ele pode ser tanto exócrino com o papel de secretar suco gástrico, que também contém enzimas digestivas quanto endócrino em que ele produz muitos hormônios importantes como insulina, glucagon e somatostatina.

As gônadas são órgãos que produzem as células sexuais, os gametas, tanto feminino no caso da mulher como masculino no caso do homem, necessários para sua reprodução.

O tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo no qual se encontra a grande presença de adipócitos, células que acumulam gotículas de lipídios em seu citoplasma. Ele é encontrado embaixo da pele, na camada hipoderme, e é responsável por modelar a superfície do corpo e ajuda no isolamento térmico do organismo, além de servir como depósito de energia, pois os triglicerídios acumulados nos adipócitos são usados para fornecer energia no intervalo entre as refeições.


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SISTEMA ESQUELÉTICO HUMANO



O sistema esquelético humano tem como função principal a de proteger determinados órgãos vitais, como o cérebro que é protegido pelo crânio e também os pulmões e o coração que são protegidos pelas costelas e pelo esterno.

O esqueleto de um adulto geralmente é formado por aproximadamente 206 ossos. Além de ter a função de proteger os órgãos vitais, ele também sustenta o corpo e está associado a muitos dos movimentos que fazemos. Ele também tem mais três importantes funções: reserva de sais minerais, principalmente cálcio (quando o nível de cálcio no sangue diminui, sais de cálcio são mobilizados dos ossos para suprir a deficiência) e fósforo, substâncias fundamentais para o funcionamento das células, presentes no sangue; alguns ossos possuem medula amarela, que é constituída principalmente de células adiposas, que acumulam gorduras como material de reserva e no interior de alguns ossos como o crânio, coluna, bacia, esterno, costelas e as cabeças dos ossos do braço e coxa, há cavidades preenchidas pela medula óssea vermelha, onde são produzidas as células do sangue: as hemácias, os leucócitos e as plaquetas.

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Os ossos do corpo humano variam muito de tamanho e formado, sendo o maior deles o fêmur que se localiza na coxa e o menor deles o estribo que se localiza no interior do ouvido médio. Os ossos são formados pelo tecido ósseo e é caracterizado por uma matriz extracelular endurecida pela presença de compostos de cálcio em suas estruturas. Quanto ao formato e tamanho os ossos são classificados em:
Os ossos longos são os ossos em que o comprimento predomina sobre a largura e a espessura. As extremidades desses ossos são chamadas de epífises, sendo esta dividida em proximal – mais próximo do cíngulo e distal, o corpo do osso é chamado de diáfise. O fêmur, a tíbia, o rádio e a ulna são exemplos de ossos longos.

Os ossos curtos têm equivalência em todas as suas dimensões. Os ossos do carpo (ossos dos dedos da mão) e do tarso (ossos dos dedos do pé) são exemplos de ossos curtos.
Os ossos sesamóides são os ossos que se desenvolvem no interior de alguns tendões como a patela (joelho).

Os ossos laminares têm o comprimento e a largura maior que a espessura. A escápula, o ilíaco e as costelas são exemplos de ossos laminares.
Os ossos irregulares não têm equivalência em nenhuma de suas dimensões. As vértebras e o sacro são exemplos de ossos irregulares.

Os ossos pneumáticos são ossos irregulares localizados no crânio e apresentam cavidades que contém ar. O frontal, a esfenóide e o maxilar são exemplos de ossos pneumáticos.
Além dos ossos também fazem parte do esqueleto humano os tendões (ligam os músculos aos ossos), ligamentos (une duas cabeças ósseas de uma articulação) e as cartilagens (tecido elástico que se adere às superfícies dos ossos).

O esqueleto feminino difere um pouco do masculino, como na pélvis, cujo formato é ideal para a saída de um bebê do ventre da mãe. Os ossos estão presentes desde as primeiras semanas de vida do ser humano no útero materno e ficam completamente formados por volta dos 25 anos de idade. No entanto os ossos param de crescer na adolescência, quando entram os hormônios da puberdade.

Os bebês nascem com estruturas (fontanelas) entre alguns ossos do crânio, chamadas popularmente de moleiras. Essas estruturas são frágeis e com o passar dos anos tendem a desaparecer. Elas existem para permitir a passagem do bebê pelo canal vaginal no parto e também para o crescimento do encéfalo. Pelo corpo do bebê estar em formação vários ossos encontram-se separados, mas com o passar do tempo eles vão unindo-se, assim enquanto o bebê recém nascido tem 270 ossos, um indivíduo adulto tem apenas 206 ossos.


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DOENÇAS TRANSMITIDAS PELA ÁGUA CONTAMINADA OU POLUÍDA



As doenças transmitidas pela água são causadas pela falta de água potável e de esgoto, onde se concentram microorganismos patogênicos de origem entérica, animal ou humana. Essas doenças são contraídas especialmente por crianças que pertencem às classes mais pobres, que acabam morrendo desidratadas, vítimas de diarréia causadas por microorganismos.

Infelizmente no Brasil, ainda há regiões em que muitas famílias não recebem água tratada e que também não tem esgoto. No meio rural o índice de pessoas que contraem essas doenças é alto, devido à possibilidade de contaminação bacteriana de águas que muitas vezes são captadas em poços velhos, que estão vedados de forma inadequada e próximos a fontes de contaminação como as fossas e áreas de pastagem ocupadas por animais.

Sendo a água essencial à vida, a proteção de contaminações no fornecimento desta deve ser prioridade de defesa. O melhor método de assegurar água adequada para o consumo consiste em formas de proteção, assim evitando-se contaminações de fezes animais e humanos, os quais contem uma grande variedade de bactérias, vírus, protozoários e helmintos. Mas as falhas na proteção e no tratamento efetivo da água colocam a comunidade em risco de contrair doenças intestinais e outras doenças infecciosas.
Os riscos à saúde em relação com a água é dividido em duas categorias: riscos relativos à ingestão de água contaminada por microorganismos, através do contato direto ou por meio de insetos vetores que necessitam da água em seu ciclo biológico e os riscos derivados de poluentes químicos e efluentes de esgotos industriais.

As principais doenças transmitidas através da água são: diarréia infecciosa, cólera, leptospirose, hepatite e Esquistossomose.

A diarréia infecciosa geralmente é causada por bactérias que se encontram na água contaminada. A maioria das diarréias leves geralmente acaba sozinha, mas é preciso manter a pessoa hidratada, pois a desidratação é muito perigosa, especialmente em crianças e idosos.

A cólera é uma doença infecciosa causada por uma bactéria (Vibrio cholerae) que ataca o intestino dos humanos, causando náusea, vômito, cólica abdominal, diarréia abundante e esbranquiçada, podendo até causar a perda de um litro de água por hora e cãibras. Esses sintomas se devem pelo fato da bactéria liberar uma substância tóxica que altera o funcionamento normal das células intestinais. Se a doença não tiver um diagnóstico rápido pode ser fatal.

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A leptospirose é uma doença bacteriana que é transmitida pela água e alimentos contaminados por urinas de animais, principalmente o rato. É uma doença muito comum depois de enchentes, pois as pessoas andam sem proteção em águas contaminadas. Essa doença pode apresentar uma grande variedade de sintomas (febre alta, dor de cabeça forte, calafrio, dor muscular, vômito, olhos e pele amarelada, olhos vermelhos, dor abdominal, diarréia e erupções na pele) como em algumas pessoas podem não apresentar sintoma nenhum. Se a doença não for tratada, o paciente pode sofrer danos nos rins, pode ter meningite e problemas respiratórios. Em casos raros a leptospirose pode levar a morte.
A hepatite é uma doença que causa inflamação no fígado que pode ser provocada por vários tipos de vírus. Os sintomas são parecidos com os da gripe e há também icterícia (coloração amarelada da pele causada pelo depósito de uma substância produzida pelo fígado). As formas de hepatite transmitidas pela água e alimentos contaminados por fezes são as Tipo A e E. Mas também há outros tipos transmitidos por transfusão de sangue ou por relações sexuais.
A esquistossomose é uma doença causada por um verme chamado esquistossomo. Eles se alojam nas veias do intestino e podem provocar diarréia, emagrecimentos, dores abdominais, assim aumentando o volume da barriga e danos a vários órgãos do corpo. Os ovos desse verme saem nas fezes e quando não há um tratamento correto da água podem acabar parando em lagos ou rios. Quando as larvas eclodem penetram em uma espécie de caramujo, onde se reproduzem e se transformam em larvas mais maduras que saem do caramujo e ficam nadando livres na água. Na água ela pode penetrar através da pele nas pessoas que entram nessas águas contaminadas.

Além dessas doenças causadas por microorganismos também há a contaminação pelo cloro (que em grande concentração afeta todo o sistema respiratório e interfere no sistema reprodutivo) e os agrotóxicos (em sua maioria são cancerígenos e provocam várias doenças degenerativas).

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